O tempo parou,
Pelo ar poluído pairam algumas de minhas orelhas
Inspiro sua falta
Tragada quente na minha garganta inflamada
Sua ausência ganha força
E invade egoísta o meu pulmão inocente
Expiro,
Sentindo o acelerar de um coração frigido
Queimando tripas e espalhando brasas
Fechando o peito que insiste em estar aberto
O ar não entra
Mas também não sai
O estático do meu respirar
Confunde-se com o compasso da morte viva
Presente nos finados da esperança inútil.
Amor
Pedro Vasconcelos.
2008
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