De algumas sombras, os gritos
A alucinação
Segue a linha reta de uma avenida sinuosa
A sola gasta
E furada de asfalto,
Denuncia.
O ar e sua criatividade,
Pronta para de alguma maneira
Ser consumida,
Direcionada pela ignorância do vento
Destruída pelos ouvidos dos poetas experimentalistas.
Em cada sarjeta,
Um mendigo e sua historia,
Um conto,
Aonde a insanidade supera a tristeza
Como se a fome perdesse a importância
E as bocas dos bueiros se abrissem de uma vez.
Em todos os bares,
Lugares
E praças,
Notei logo
Tão somente
A beleza das paredes e jardins.
E a frieza condicionada
Pelos ares da burguesia rural.
A cidade mora na sombra de um prédio
E não me importam as penumbras.
Pedro Vasconcelos
2008
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