terça-feira, 24 de agosto de 2010

É como se mundo girasse

É como se mundo girasse.
Em verdades
O sol que me dilata pupila
Guia-me sem cartilha
Até a próxima esquina
Pois sua imagem presa na retina
Dá luz ao céu que nada mais ilumina
Um céu que nada mais lhe oferece
E sei que o tudo encontra no todo
Uma resposta que se encontra esburacada
No sorriso tão discreto e hostil
Que no inverno quase seco do Brasil
Encontra a rosa quase morta no quintal
E não existe se quer originalidade
Pois na calada derramada
Sangue escuro
Segue seco na calçada
Sem que a chuva ameace suas marcas
De menina
Marginalizada
Na marca da menina entristecida
Sinto o cheiro de mulher estarrecida
E cansada
Ela sai de casa enfurecida
É como o vento que escapa do ventre da mãe
E despida de mim
Morre para que se siga com a vida.
pedro Vasconcelos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário